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FASAITABUNA PROMOVE A III FEIRA DE ESTÁGIOS E CARREIRAS MÉDICAS

A atuação profissional na Medicina de Família e Comunidade

Na noite desta quarta-feira (23), foi realizada a III Feira de Estágios e Carreiras Médicas, com a temática "A atuação profissional na medicina de família e comunidade".

O evento foi promovido pela Faculdade Santo Agostinho de Itabuna, pela Plataforma Zoom, tendo como público alvo os alunos de Medicina da instituição do sul da Bahia, oferecendo uma certificação de 03 horas para os participantes.

O Dr. Vitor Datolli foi quem iniciou a discussão acerca do assunto, contando sua experiência de atuação na Península de Maraú na área da Medicina de Família e Comunidade, explicando o que é a Medicina Generalista e o Médico de Família, como ele atua e a sua importância tanto para um atendimento eficaz quanto para diminuição de gastos do sistema de saúde.

O médico de família reúne todas as especialidades em uma só, ou seja, ao invés de ter um médico para cada problema de saúde, o paciente conta com apenas um profissional para todos os problemas e em todas as idades, otimizando a demanda e o atendimento.

Ressaltou, ainda, que o médico de família não atua sozinho, contando com uma equipe capacitada como enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários e outros profissionais. Todos juntos para entender o meio familiar e a comunidade a ser atendida.

Em seguida, Dr. Geraldo Lino comentou da importância e atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), revelando a má distribuição e o difícil acesso da população com o sistema de saúde, além da falta de conhecimento e da educação do paciente sobre ele mesmo e as possíveis doenças, entendendo quais comportamentos devem seguir ou não para a cura. "Eu não conheço nenhum médico que cura. A cura vem das atitudes e da preocupação do paciente com ele mesmo", relatou Dr. Geraldo.

Segundo Dr. Geraldo, os planos de saúde e os concursos públicos enxergaram o potencial do médico de família, em que diminui o seu gasto com internação, corpo médico e exames, visto que o diferencial é a comunicação efetiva, o cuidado com o paciente e a percepção da individualidade de cada paciente, tornando o tratamento mais eficaz. Apesar de todo potencial do médico de família, esse segmento da medicina reflete apenas 2% dos médicos brasileiros.

O evento seguiu com a exposição da Dra. Ana Carolina sobre o que é ser médico de família na atualidade, trazendo as potencialidades e os desafios. De início, a Dra. Ana Carolina falou sobre a sua paixão pela medicina de família e como aqui no Brasil o pensamento ainda é cientificista, desvalorizando a prática da medicina familiar e comunidade.

Ainda segundo a Dra. Ana Carolina, ocorre um preconceito interno entre os médicos com a assistência familiar: "infelizmente atuação do médico de família aqui no Brasil sofre uma desvalorização do seu status social."

Por fim, foi aberto espaço para discussão e esclarecimentos de dúvidas dos participantes. O evento foi encerrado com a participação da coordenadora do curso de Medicina, a Dra. Mércia Margotto e do Prof. Luciano Tourinho, diretor geral da unidade. 


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