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II SIMPÓSIO DE SAÚDE E SOCIEDADE DO SUL DA BAHIA

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Faculdade Santo Agostinho de Itabuna proporciona uma reflexão sobre “Saúde da Mulher e Violência de Gênero”,

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a Faculdade Santo Agostinho de Itabuna realizou o II Simpósio de Saúde e Sociedade do Sul da Bahia, cujo tema abordado foi “Saúde da Mulher e Violência de Gênero”, com o objetivo de enfatizar as conquistas das mulheres ao longo da história e firmar o compromisso com a luta pela igualdade de gênero. 

Para abordar pautas importantes, como saúde da mulher e violência de gênero, convidamos para compor a mesa o professor Luciano Tourinho, Diretor Geral da unidade; Profª. Mércia Margotto, Coordenadora do curso de Medicina; Dra. Jacqueline Maia, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Dra. Mirtes Guimarães, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia; Dra. Adiane Neves, Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; Dra. Gabriela de Diego, Delegada de Polícia Civil do Estado da Bahia (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher); Dra. Dayana Evelinne, Advogada; e Dra. Sylvia Schettini, Perita Odontolegal do Departamento de Polícia Técnica da Bahia. 

Para a delegada Dra. Gabriela de Diego, a Campanha ‘Sinal Vermelho’ na qual a mulher agredida pode fazer sinal vermelho na palma da mão e assim alertar o atendente de uma farmácia cadastrada, que irá acionar a Polícia Militar e a assim proteger a vida da vítima, ela ressaltou a importância dos profissionais de saúde “É uma ligação muito pertinente com os profissionais de saúde com a Violência Doméstica. Achei interessante a participação de todo o sistema de estatística que eu desconhecia que alimenta a criação de políticas públicas para a atuação dessa análise”, ressaltou.

 De acordo com Dra. Adiane Neves, a Lei Maria da Penha é uma lei que tem caráter protecionista que visa implementar formas de tirar a mulher da situação de violência. Na oportunidade, ela chamou atenção do poder de influência do Estado. “O Estado infelizmente reforça e ele inconstitucionaliza a violência contra a mulher. O Estado tem um discurso dúbio, porque ao mesmo tempo que ele simplifica condutas como crime, através do poder que é dado aos seus agentes, o Estado tolera a ausência de apuração desses crimes e tolera a falta de prestação de assistência material, a saúde e social. É necessária uma escuta real, uma escuta cautelosa a essa mulher e a essa família”.

 Por fim, foi aberto uma mesa redonda para espaço de discussão, dando oportunidade aos participantes da palestra a realizarem perguntas para tirar dúvidas e terem esclarecimentos sobre a temática do que é ser mulher no século XXI, além das barreiras que elas ainda enfrentam da qual devem ser superadas.

 


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