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Faculdade Santo Agostinho de Itabuna realiza feira de saúde para a comunidade de pessoas transexuais e estudantes da saúde; capacitação dos profissionais de saúde por meio daqueles que já atendem a comunidade LGBTQIA+

A Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (Política Nacional de Saúde Integral LGBT) - instituída através da portaria nº 2.836 em 1º de dezembro de 2011 - constitui um resultado das lutas do Movimento LGBTQIA+ e um marco simbólico e político para a delimitação de estratégias para ampliar o acesso da população LGBTQIA+ aos serviços de saúde no Brasil. Tem como principal objetivo garantir que as pessoas LGBTQIA+ tenham um atendimento integral e acolhedor, assim como está previsto pelo princípio de universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Em Itabuna, a Faculdade Santo Agostinho reforçando e buscando ampliar o atendimento para a rede pública dos municípios de Itabuna e Ilhéus, no Estado da Bahia. Objetiva promover o acesso à saúde para a população transgênera dos municípios supracitados. Para isso, a feira de saúde busca ofertar orientações para comunidade de pessoas transexuais e estudantes da saúde; capacitação dos profissionais de saúde por meio daqueles que já atendem a comunidade LGBTQIA+; atendimento médico especializado no Ambulatório Acadêmico Dra. Mércia Margotto na Faculdade Santo Agostinho de Itabuna (FASAI). A feira de saúde a ser realizada na FASA no dia 05 de novembro, no turno vespertino, contará com stands/salas, que serão reservadas previamente pela Comissão Organizadora, com temáticas como: divulgação do projeto Agente TRANSformador; atendimento jurídico – nome social; aferição de glicemia e pressão arterial; testagem e orientações sobre IST’s; CAD- único; apresentação cultural; entre outros. A Comissão Organizadora receberá certificado de vinte horas e os Monitores receberão de dez horas. Os palestrantes receberão certificados de quatro horas. O evento tem como professor Pedro Campos, coordenador da COPPEXII.

A importância da Ação
A luta do Movimento LGBTQIA+ no Brasil possui um amplo aspecto e diversos marcos. No entanto, o seu início enquanto movimento organizado surge a partir da década de 1970, no período de luta pela redemocratização do país, no qual os movimentos sociais se organizaram contra a opressão e violência por parte do Estado. Nesse cenário, os direitos individuais em relação à sexualidade, bem como os questionamentos da heterocisnormatividade compulsória começam a ser discutidos, destacando-se a atuação do Jornal Lampião da Esquina para a disseminação desses questionamentos, bem como contra a censura. Vale destacar que a Política de Saúde Integral LGBT objetiva garantir um atendimento digno e resolutivo ao público LGBTQIA+ no sistema de saúde. Para isso, prever, dentre outros pontos, a garantia do acesso a um serviço qualificado, capaz de atender às demandas específicas da população LGBTQIA+ e de resolvê-las, sem ocorrência de discriminação de qualquer natureza.


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